Nosso repertório

SeJoga no Tabuleiro

Nossos treinamentos e formações são criados sob medida — não aplicamos jogos de caixa prontos. Mas somos apaixonados por jogos: é estudando suas regras, peças e dinâmicas que encontramos as mecânicas que inspiram nosso trabalho.

Aqui estão os jogos que conhecemos, gostamos e recomendamos para jogar com a família, os amigos ou a equipe.

Jogos que a gente ama

A Ilha Proibida

Todos contra a ilha: recuperar os tesouros antes que tudo afunde.

Cooperativo
Devir
2 a 4 jogadores
~30 min
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O jogo foi criado por Matt Leacock em 2010 e ganhou diversos prêmios, como: Mensa Select Winner, Board Game Geek Golden Geek, entre outros.

Nesse jogo cooperativo de até 4 jogadores (mínimo de 2) é necessário utilizar bem os recursos, agir em equipe e conseguir recuperar os tesouros antes que a ilha mítica fique submersa 🤿

Dixit

Uma dica nem óbvia demais, nem misteriosa demais. Um dos nossos preferidos.

Comunicação e imaginação
Galápagos
2 a 8 jogadores (12 na versão Odyssey)
~30 min
a partir de 8 anos
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Hoje vamos falar de um jogo que se tornou sucesso tanto na Europa, quanto no Brasil, Dixit!

Conhecemos o jogo através de nossa filha, que o conheceu em uma atividade criativa na escola e desde então é um dos nossos preferidos! Nós temos a versão "Odyssey".

A palavra "dixit" vem do latim e significa “ele/ela/aquilo disse”, o que faz sentido dentro das mecânicas do jogo.

Foi criado por Jean-Louis Roubira (terapeuta e psiquiatra infantil) e sua intenção era um jogo onde os participantes seriam autores e criadores. Foi desenvolvido na França e é distribuído no Brasil pela Galápagos.

Legal que foi (e continua sendo) usado para atividades terapêuticas com jovens, ajudando-os a se comunicarem e se conhecerem melhor.

É um jogo que usa muita imaginação e criatividade, além de gerar conexões entre os participantes.

E como joga? É simples, cada jogador pega 6 cartas, um participante será o Narrador da vez, ele deve escolher uma de suas cartas e dar uma pequena dica do que está ilustrado.

A dica não pode ser muito óbvia e nem muito misteriosa, deve ser algo que remeta à carta escolhida e pode ser um verso de um poema, uma rima, o nome de uma canção, um filme, um ditado popular, um sentimento, uma sensação...

Os demais jogadores vão olhar para suas cartas, escolher a que melhor se encaixa na dica e entregá-la ao Narrador.

Quando estiver com as cartas de todos, o Narrador irá dispô-las com as imagens viradas para cima e cada jogador deve votar (em segredo) qual acredita ser a carta que originou a dica.

A pontuação é feita após todos revelarem seu voto e aqui entra a importância de dar uma dica boa, fazendo com que alguns jogadores acertem a carta, mas não todos!

Se todos os jogadores acertarem, eles ganham 2 pontos e o Narrador nenhum; o mesmo acontece se ninguém acertar.

Carcassonne

Um mapa que nasce peça por peça, com infinitas combinações.

Construção de território
Devir
2 a 5 jogadores
~40 min
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A gente ama esse jogo! Cada partida constrói um mapa diferente, peça por peça, com estradas, cidades e mosteiros — infinitas combinações.

Tem cara de aventura: o tabuleiro vai virando uma paisagem que todos ajudam a desenhar, e cada escolha muda o caminho dos outros.

Bang!

Xerife, delegados, foras da lei e renegado. Quem é quem?

Papéis ocultos e dedução
Galápagos
3 a 8 jogadores
~15 min
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Um faroeste de papéis ocultos: cada pessoa recebe um papel secreto e precisa descobrir, pelas atitudes dos outros, quem está do seu lado.

Partidas rápidas, muita interpretação e aquela emoção de mesa de RPG.

Imagem e Ação

Desenhar, adivinhar e rir junto. Clássico que nunca falha.

Comunicação visual
Grow
Grupos e equipes
~40 min
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Um clássico brasileiro: a equipe precisa adivinhar a palavra a partir de desenhos feitos contra o tempo. Comunicação, criatividade e muita risada.

Jogou? Conta pra gente o que achou!

Artigos & reflexões

3 de maio de 2021

A importância de errar!

O erro como combustível para o aprendizado — dentro e fora do jogo.

O erro é parte importante no processo de aprendizagem e a forma como o encaramos pode fazer toda a diferença.

Muitos de nós vivenciamos experiências desagradáveis ao errar e passamos a evitá-lo a qualquer custo, não queremos aquele risco em vermelho em nossa prova.

Em geral essa concepção nos persegue e pode inclusive nos limitar a tentar, o medo de errar pode ser o principal inimigo de sua criatividade.

Sim, o erro é algo que queremos evitar que se repita, mas ao enfatizar e dar apenas esta conotação perdemos seu mais valioso poder, o de ser combustível para o aprendizado!

Quando tentamos algo novo certamente vamos cometer alguns erros até que aquilo se fixe de fato em nós, tudo precisa de prática e tentativa para ser aprendido.

Ao errar estamos tentando, estamos agindo, abrindo o caminho.

Se erramos significa que já descobrimos uma forma que não funciona, um caminho que não leva onde queremos e isso nos dá a oportunidade de refletir, voltar e tentar um novo caminho.

Aprendendo com nossos erros também praticamos o pensamento crítico e desenvolvemos autoconhecimento.

Nossos equívocos devem ser conhecidos, entendidos e transformados em degraus para facilitar a trilha e não como barreiras a serem evitadas a todo custo, muito menos devem ser encarados como prova de que não somos capazes!

O sistema de RPG "Dungeon World", por exemplo, favorece o erro, pois apenas quando falhamos ganhamos experiência para passar de nível.

Dentro da mecânica de jogo do RPG o erro pode ser motivador de muitos momentos divertidos e situações inusitadas!

O que os seus erros já te ensinaram?

3 de maio de 2021

Desenvolvendo habilidades com o RPG — Parte 1

Protagonismo, empatia e autonomia: o que se desenvolve naturalmente na mesa.

Ao jogar RPG muitas habilidades são desenvolvidas naturalmente!

Vamos conhecer algumas habilidades e de que forma isso acontece!

Protagonismo

Protagonismo é tomar as rédeas de sua vida, enfrentar seus medos e impactar de forma consciente sua realidade.

No RPG você é o responsável pelo desenvolvimento de seu personagem, suas escolhas afetam você e o restante do mundo, a história é escrita por todos, seus atos escrevem o que acontece, afinal você e seu grupo são os protagonistas!

A aventura sempre terá os personagens como foco e o que vem em seguida depende inteiramente deles!

Busque sua inspiração em seu deus, na natureza, nos seus estudos e treinamentos, levante o rosto e enfrente os desafios e colha os frutos de suas escolhas!

Empatia

Habilidade de se colocar no lugar do outro, de sentir o que o outro está sentindo.

Compreender o outro nos ajuda a sermos mais solidários e a compreendermos nossas próprias emoções, talentos e dificuldades.

No RPG o jogador projeta a personalidade de seu personagem e com ele interage, tanto com outros personagens jogadores quanto com personagens não jogadores (PNJ ou personagens do mestre).

Durante essas interações o jogador irá lidar com medos, frustrações e desejos desses outros seres.

Suas decisões afetam todos, não apenas os jogadores, mas a realidade como um todo! Pensar e refletir sobre as consequências nesse ambiente controlado favorece a empatia, nos permite olhar o mundo por outros olhos.

Como diria o mestre Neil Gaiman: “A ficção é uma mentira que nos conta verdades”.

Autonomia

Autonomia está ligada à independência, a conseguir fazer e buscar as coisas por si!

Falando em educação, é um conceito ligado à capacidade do estudante de escolher o que estudar e organizar seu estudo.

28 de junho de 2021

Desenvolvendo habilidades com o RPG — Parte 2

Autoconhecimento e trabalho em equipe a partir da criação de personagens.

Como já falamos no primeiro post, durante um jogo de RPG é possível (e bem provável) o desenvolvimento de várias habilidades!

Autoconhecimento

Conhecer a si mesmo provavelmente é a missão mais importante de todos nós.

Apenas quando nos conhecemos sabemos nossos limites, nossos talentos e fraquezas, além disso esse conhecimento desperta a empatia e a compreensão de nossa realidade.

No RPG trabalhamos essa competência na criação do personagem e no uso de suas habilidades, além é claro da escolha de como esse personagem irá se desenvolver.

Durante esse processo criativo o jogador vai se apropriando do personagem, conhecendo suas habilidades, poderes e como pode evoluir; essa reflexão transborda para sua vida fora do jogo, favorecendo um olhar para si mesmo, talvez até imaginando o que quer melhorar quando passar de nível! 😉

Trabalho em equipe

Muito se fala sobre a importância do trabalho em equipe, entretanto essa habilidade não costuma ser estimulada nas salas de aula.

Existem atividades em conjunto e mesmo nessas atividades cada um trabalha sozinho e a sinergia é pouco explorada.

É comum separarmos o que tem que ser feito em pequenos compartimentos e cada participante executa sua tarefa isoladamente.

Trabalhar em equipe é mais que isso.

Trabalhar em equipe é unir o que cada indivíduo tem de melhor e aplicar essa característica de forma a melhorar o todo, é aprender em conjunto, é agregar pontos de vista diferentes e construir algo novo.

Conseguir organizar uma equipe em que os membros se complementam não é tarefa fácil, até mesmo por desconhecermos nossos talentos!

No RPG é mais fácil entender os pontos fortes e as fraquezas dos personagens, assim como compreender como diferentes classes e diferentes poderes se complementam.

E se o próximo treinamento fosse algo que as pessoas realmente quisessem participar?

Conte o que sua escola ou empresa precisa. A gente transforma em uma solução lúdica com propósito.

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